5 de dezembro de 2020

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Zonas críticas de malária em Rondônia receberão mosquiteiros com inseticida de longa duração

Zonas críticas de malária em Rondônia receberão mosquiteiros com inseticida de longa duração

Porto Velho, RO – O Ministério da Saúde enviará nos próximos dias a Rondônia mais um carregamento de mosquiteiros impregnados (possuem inseticida de longa duração – Mild, por recomendação da Organização Mundial de Saúde – OMS) para distribuição em áreas críticas da doença.

A Agência Estadual de Vigilância em Saúde (Agevisa) constatou 132 novos casos de malária em março: 79 em Espigão d’Oeste, 38 em Mirante da Serra e 15 em Urupá.

“No ano passado dez mil unidades de mosquiteiros atenderam às necessidades de Alto Paraíso, Ariquemes, Costa Marques, Cujubim, Guajará-Mirim, Machadinho d’Oeste, Nova Mamoré e Rio Crespo”, lembrou Valdir França, coordenador estadual de Vigilância e Controle da Malária, Valdir França.

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Em Guajará-Mirim e Nova Mamoré, na faixa de fronteira Brasil-Bolívia, mosquitos anofelinos atacam mais em áreas indígenas, onde entram caminhoneiros envolvidos em extrações ilegais, como constatado pelas polícias Civil, Federal e Militar, e o Ministério Público Federal.

Dois técnicos do Ministério da Saúde trabalham permanentemente na região, em Itapuã d’Oeste, antiga e conhecida região de exploração de cassiterita (minério de estanho), e em Machadinho d’Oeste, onde há intensa exploração madeireira. O primeiro município situa-se a 113 quilômetros de Porto Velho, o segundo, a 353 quilômetros, nordeste do Estado, na divisa com os estados do Amazonas e Mato Grosso.

“Na Terra Indígena do Roosevelt , ao contrário de outras regiões, constatamos trezentos casos, a maioria entre garimpeiros. Um menino de apenas oito anos foi diagnosticado com a doença”, explicou o coordenador.

O alerta da Agevisa se justifica: em 2018, nas terras indígenas, os casos passaram de 574 para 1.071 em 2019, um acréscimo de 86,6%, enquanto na zona urbana urbana ocorreram 1.687 notificações em 2019.

No geral, os garimpos vivem um período mais tranquilo, com redução de 58,2%; este ano ocorreram apenas 122 novos casos no primeiro trimestre do ano.

“Agora mesmo estamos instalando a base em Mirante, esclarecendo ao pessoal do município que as primeiras três aplicações do fumacê são insuficientes, é preciso um trabalho constante para eliminar os focos de anofelinos”, contou França.

De acordo com a Agência, em 2018, a malária atacou 3.655 pessoas na zona rural rondoniense, aumentando 37,4% para 5.021 casos, em 2019. Mesmo assim, em assentamentos, houve um decréscimo de 20%.

França reforça que os municípios devem se empenhar na gestão dos cuidados epidemiológicos, como determinado pelo Ministério da Saúde a descentralização. O coordenador explicou que a aquisição de Equipamentos de Proteção Individual, conhecidos por EPIs (botas, máscaras, etc), é responsabilidade do município.

Segundo a Agevisa, um mutirão de trabalho deve ser promovido em breve no bairro Satélite, banhado pelo Rio Negro, em Candeias do Jamari. O município, considerado integrante da região metropolitana de Porto Velho, é um dos maiores focos de malária do Estado. Em março de 2019, após uma cheia do rio, foi constatado o aumento de 18% dos casos de malária desde 2018.

SAIBA MAIS

► Rondônia chegou a ser responsável por metade dos casos da malária no Brasil, no final da década de 1980 e por 25% nas Américas, com 300 mil casos notificados.

► Levantamento do Sistema de Informação de Vigilância Epidemiológica, da Secretaria de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, revelam que três municípios concentram 75% dos casos da doença: Porto Velho, Candeias do Jamari e Machadinho d’Oeste.

► O Centro de Pesquisa em Medicina Tropical da Secretaria Estadual de Saúde, que funciona numa área do Centro de Medicina Tropical de Rondônia (Cemetron), acompanha o controle da malária em Rondônia há décadas. A Fiocruz-RO também trabalha nessa área. A Agevisa faz todas as notificações dos casos diagnosticados na Capital e no Interior.

MOSQUITEIROS IMPREGNADOS

Trata-se de um método eficaz e sustentável para a proteção contra a malária. As telas desses mosquiteiros são tratadas na fábrica com um inseticida líquido incorporado ao tecido. Esse inseticida dura pelo menos 20 lavagens em teste padrão de laboratório e por três anos de uso em condições de campo.

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