1 de dezembro de 2020

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Pesquisa aponta médio risco de epidemia de dengue em Porto Velho

A Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), através do Departamento de Vigilância em Saúde (DVS) em parceria com o Departamento de Atenção Básica (DAB), divulgou, nesta quarta-feira (18), o resultado do segundo Levantamento de Índice Rápido de Infestação do Aedes aegypti (LIRAa) de 2020. A pesquisa foi realizada entre os dias 26 de outubro a 06 de novembro e identificou um Índice de Infestação Predial (IPP) de 3,2%, resultado que aponta médio risco de epidemia de arboviroses em Porto Velho.
Os dados indicam que a maioria dos bairros da zona urbana da capital estão em situação crítica para a presença do Aedes aegypti, transmissor da dengue, febre chikungunya e zika vírus, e de médio risco para a ocorrência das arboviroses. O Tucumanzal lidera o ranking de infestação com índice de 18,5%, ou seja, de cada 100 residências 18,5 possuem larvas do mosquito. Os bairros Tancredo Neves (13,1%), Ulisses Guimarães (11,8%), São João Bosco (11,1%) e Lagoinha (9,6%) completam os cinco primeiros colocados do ranking. Na parte de baixo aparecem 17 bairros onde não foram encontradas larvas do mosquito Aedes aegypti.
Os resultados com índices de infestação predial inferiores a 1%, não apresentam risco. Já aqueles com índice entre 1% e 3,9% são considerados em situação de alerta e risco de surto quando o índice de infestação é maior que 4% dos imóveis pesquisados.
O LIRAa identificou que 43,3% das larvas do Aedes aegypti nos imóveis foram encontradas em lixo, recipientes plásticos, latas, sucatas e entulhos nos quintais; 21,5% estavam em outros depósitos de armazenamento de água baixo como vasos de plantas; 17,8% encontrados em pequenos depósitos móveis; 14,4% em pneus e outros materiais rodantes; 1,5% em depósitos fixos; 1,1% das larvas estavam em caixa d’água elevadas e 0,4% em depósitos naturais.
Cerca de 7 mil imóveis foram vistoriados durante a realização do segundo LIRAa. O índice constatado agora na Capital aponta redução na incidência de infestação pelo mosquito. O primeiro levantamento, executado de 20 a 31 de janeiro, apontou IPP de 4,2%, classificado como alto risco para epidemia.
A realização do LIRAa é fundamental para que a Semusa identifique as áreas com maior ocorrência de focos do Aedes, bem como dos criadouros predominantes do mosquito. Com os dados são adotadas as estratégias de controle e combate para minimizar a ocorrência das arboviroses no período das chuvas de 2020/2021. Somente com medidas de prevenção bem estabelecidas poderão diminuir a incidência da dengue, febre chikungunya e zika vírus.
A população também pode contribuir com esse trabalho e ajudar a minimizar a proliferação dos mosquitos mantendo os quintais limpos e livres de recipientes que possam acumular água, ambiente propício para a reprodução do Aedes.
Fonte: ASSESSORIA
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